{"id":24037,"date":"2019-11-13T10:46:04","date_gmt":"2019-11-13T13:46:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.maisbn.com\/portal\/?p=24037"},"modified":"2019-11-13T10:46:04","modified_gmt":"2019-11-13T13:46:04","slug":"desembargadora-pode-definir-o-futuro-da-zona-azul-em-porto-seguro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.maisbn.com\/portal\/2019\/11\/desembargadora-pode-definir-o-futuro-da-zona-azul-em-porto-seguro\/","title":{"rendered":"Desembargadora pode definir o futuro da Zona Azul em Porto Seguro."},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/www.maisbn.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Zona_Azul_7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-24038\" src=\"http:\/\/www.maisbn.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Zona_Azul_7-1000x750.jpg\" alt=\"Zona_Azul_7\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.maisbn.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Zona_Azul_7-1000x750.jpg 1000w, https:\/\/www.maisbn.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Zona_Azul_7-1333x1000.jpg 1333w, https:\/\/www.maisbn.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Zona_Azul_7.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A desembargadora Rosita Falc\u00e3o pode definir o rumo da cobran\u00e7a de Zona Azul no centro de Porto Seguro. A magistrada \u00e9 a respons\u00e1vel por analisar um agravo de instrumento impetrado pelo deputado estadual J\u00e2nio Natal. O agravo questiona a decis\u00e3o da ju\u00edza da Vara da Fazenda P\u00fablica da comarca de Porto Seguro, que negou uma liminar no \u00e2mbito de uma a\u00e7\u00e3o popular para suspender a cobran\u00e7a at\u00e9 que seja cumprido o devido processo legal, com realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias p\u00fablicas antes da instala\u00e7\u00e3o definitiva do servi\u00e7o. A Zona Azul foi institu\u00edda na cidade em outubro deste ano. Por\u00e9m, com um valor de R$ 4 por hora e hor\u00e1rio de cobran\u00e7a entre 8h e 24h, a medida afastou os clientes do centro comercial da cidade, que ficou praticamente vazio na primeira semana.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ap\u00f3s instalar um inqu\u00e9rito civil para investigar a quest\u00e3o, o Minist\u00e9rio P\u00fablico chegou a recomendar a suspens\u00e3o do contrato, apontando irregularidades, mas dias depois entrou em acordo para que o munic\u00edpio adequasse o contrato. Em sua decis\u00e3o, a ju\u00edza de primeiro grau argumentou que foi firmado compromisso em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00f5es como tarifa\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de vagas e a eventual realiza\u00e7\u00e3o de um estudo de viabilidade, com a previs\u00e3o de um Termo de Ajustamento de Conduta a ser assinado ap\u00f3s o recebimento do estudo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>MESMO COM ACORDO, PROBLEMAS PERSISTEM<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na vis\u00e3o de J\u00e2nio Natal, contudo, o acordo com o Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o \u00e9 suficiente para sanar os v\u00edcios do contrato. Um dos principais problemas apontados \u00e9 que o contrato prev\u00ea o repasse de apenas 7% da arrecada\u00e7\u00e3o bruta do que for recebido pela empresa, que fica com os 93% restantes. O acordo firmado com o MP-BA j\u00e1 aponta o pagamento de ao menos 10% do que for recebido durante todo o ano, mas para o deputado esse valor deveria ser revisto, j\u00e1 que a permission\u00e1ria n\u00e3o tem obriga\u00e7\u00e3o de contrapartida com a cidade. Al\u00e9m disso, a prefeitura n\u00e3o teria nenhuma inger\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a quanto \u00e9 arrecadado pela empresa, j\u00e1 que todo processo de cobran\u00e7a \u00e9 realizado pela pr\u00f3pria empresa.<\/div>\n<div>\nOutro poss\u00edvel entrave \u00e9 que a implanta\u00e7\u00e3o sem a realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias p\u00fablicas e sem um estudo pr\u00e9vio de impacto social, sobre a vizinhan\u00e7a e sobre o com\u00e9rcio fere a Lei Federal 20.257\/2001. Estudos de viabilidade poderiam evitar um problema j\u00e1 enfrentado por alguns moradores da cidade. Tombado pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan), o munic\u00edpio impede que constru\u00e7\u00f5es na \u00e1rea mais antiga da cidade sejam reformadas, e muitas delas n\u00e3o possuem estacionamento. Assim, h\u00e1 casos de consumidores que precisariam pagar para estacionar em frente a suas pr\u00f3prias casas.<\/div>\n<div>\nO contrato ainda permite \u00e0 empresa aplicar <strong>\u201cas penalidades previstas no C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro aos ve\u00edculos infratores\u201d<\/strong> e <strong>\u201cautuar ou notificar os condutores por infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito com base no aviso de irregularidade emitido pela Concession\u00e1ria\u201d<\/strong>. Por\u00e9m, permission\u00e1rias que exploram <strong>&#8220;\u00e1reas azuis&#8221;<\/strong> n\u00e3o t\u00eam poder de pol\u00edcia para fiscalizar ou multar o contribuinte, cabendo a agentes devidamente habilitados a aplica\u00e7\u00e3o da multa. H\u00e1 relatos ainda de que funcion\u00e1rios da empresa teriam impedido que motoristas retirassem os ve\u00edculos das vagas antes do pagamento da multa aplicada.<\/div>\n<div>\nOutro equ\u00edvoco apontado pela a\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao acordo firmado pelo MP-BA \u00e9 que a nova determina\u00e7\u00e3o fere o princ\u00edpio da isonomia, ao cobrar pre\u00e7os diferenciados para moradores e turistas. Com base nesses argumentos, J\u00e2nio pede no agravo que a desembargadora cesse imediatamente a cobran\u00e7a, e que defina pena de multa em caso de descumprimento da decis\u00e3o.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A desembargadora Rosita Falc\u00e3o pode definir o rumo da cobran\u00e7a de Zona Azul no centro de Porto Seguro. A magistrada \u00e9 a respons\u00e1vel por analisar um agravo de instrumento impetrado pelo deputado estadual J\u00e2nio Natal. 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